Olá a todos:
Hoje só estou passando para avisar que criei um fotolog para que possa colocar mais fotos, pois aqui no blog está sobrecarregando minha cota.
Mas não deixarei de atualizar o blog também.
É que minha mãe agora está com internet e como ela não acessa o Orkut, ela só vê nossas fotos por aqui, então agora colocarei bastante fotos no fotolog e as principais continuarei postando aqui.
Tem um link do fotolog aqui no blog, ok?
Semana que vem tenho algumas novidades.
Até lá.
Às vezes me pego pensando a quanto tempo já estou longe de casa. De vez em quando parece que foi ontem que cheguei. Outras vezes parece que faz uma vida inteira que já estou aqui. E é nessas horas que bate um desespero tão grande que dá vontade de largar tudo e sair correndo pra minha casa, pro colo do meu pai.
Acho que ninguém pode fazer idéia da falta que ele faz pra mim.
Por toda minha vida, sempre fizemos todas coisas juntos. Toda decisão que ele iria tomar, ele conversava comigo. Em todos os principais acontecimentos da minha vida, ele estava. No meio de muitos amigos, muitas vezes ele era o único pai ali presente. Tantas vez, antes de falar qualquer coisa, ele vinha me questionar sobre o que eu estava pensando como se ele conseguisse ler meus pensamentos.
Mesmo que isso pareça redundante e que todos digam a mesma coisa, eu tenho o melhor de todos os pais e rezo todos os dias para que ele continue sempre essa pessoa formidável e sei que ele conta os minutos para nossa volta.
Tenho muita fé de que isso será o mais breve possível e que teremos ainda muitos e muitos momentos felizes juntos.
“Pai, me perdoa essa insegurança
É que eu não sou mais aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu ”
PAI, que Deus te abençoe e te dê muita saúde.
Esta semana os japoneses estão literalmente com o sorriso amarelo. Tudo por causa do sorteio da Copa que aconteceu na última sexta feira.
Eles dizem que estão felizes de ficarem no mesmo grupo do Brasil, mas as caretas que eles fazem quando falamos disso não mostra este ânimo todo, pois eles sabem da nossa superioridade.
Mas temos que tomar muito cuidado pois o time japonês não é nada bobo. Eles tem um toque de bola muito rápido e, pra variar, tem disciplina tática exemplar. Além disso, tem um técnico brasileiro, Zico, que conhece muito bem nossos jogadores. Sem falar no último jogo em que o Brasil apenas empatou.
Agora é esperar para ver e torcer.
Até mais!!!!!
Continuando o tema transporte, vou falar sobre os ônibus e táxis daqui de Iwata.
Os ônibus são todos iguais, de cor verde e cinza e tem um display na frente e outro atrás onde aparece o destino e o número da linha. Para pegá-lo basta aguardar nos pontos existentes nas ruas. Nestes pontos tem uma tabela que informa o nome da parada, as linhas que passam ali e os horários que cada linha passa (e pode acreditar que estes horários são cumpridos).
Quando o ônibus chega, ao subir você deve retirar uma ficha onde consta um número. Como no trem, a tarifa varia conforme a distância percorrida. Então, na frente do ônibus, em cima do motorista existe um display que mostra o número de todas as fichas que foram retiradas na entrada com os respectivos valores a serem pagos (estes valores vão mudando conforme o ônibus segue para a próxima parada. Quando chegar no ponto que deseja descer, basta apertar o botão (como no Brasil) e aguardar o ônibus parar. Depois que ele parar, você se levanta, vai até uma máquina que fica ao lado do motorista e coloca a ficha. A máquina irá informar o valor e no mesmo local da ficha coloca-se as moedas. Feito isso é só descer.
Detalhe: quando você entra no ônibus, o motorista só começa a andar depois que você senta e você só se levanta depois que o ônibus pára.
Já os táxis funcionam como no Brasil: pega-os em pontos que existem em locais de maior movimento ou os que estiverem passando na rua; tem uma taxa extra em horários noturnos e finais de semana.
A grande diferença é que, ao contrário do Brasil, os taxistas aqui são bastante formais, usam camisa, chapéu e luvas. E muito dificilmente conversam informalmente com o passageiro.
O táxi aqui no Japão é muito caro. para se ter uma idéia, um trajeto de 10 Km custa cerca de US$ 35.00
Hoje vou encerrando por aqui pois acabei de chegar do trabalho (ainda é madrugada aqui) e vou descansar um pouquinho. Além disso, tenho um caminhão de exercícios de japonês para fazer. Enquanto vou fazendo a lição, vou pensando no que vou postar amanhã. Se tiverem idéias, é só falar.
Até.
Olá a todos!
Hoje vou começar a contar um pouco sobre os meios de transporte que existem aqui em Iwata e são apenas três: o trem, o ônibus e o táxi, sem contar, é claro, com o carro que é o transporte mais utilizado em todo japão e da bicicleta.
Hoje vou falar do trem.
O trem é o transporte coletivo muito difundido aqui e devido a faciliade, é muito utilizado pelas pessoas para se deslocarem de uma cidade a outra. Na estação existe um painel informando quais são as próximas partidas, destino, plataforma e horário (nem preciso dizer que atraso é coisa que quase não existe por aqui); e fixado na parede, tem um letreiro com todos os horários de trens para os principais destinos.

Estação de trem de Iwata
Quando o trem está se aproximando da estação, no display da plataforma aparece a informação. Ele pára, as portas se abrem, as pessoas entram e então, o maquinista apita e fecham-se as portas (este fechamento é comandado pelo maquinista, portanto não existe o risco da porta se fechar com alguém entrando ou saindo como acontece no metro de SP).
Uma coisa interessante é que existem muitas casas às margens da linha do trem (se bem que na Europa isto também acontece). É como se o trem passasse no seu quintal; e olha que os trens de carga fazem bastante barulho e passam durante o dia todo, inclusive de madrugada.
Os bilhetes para o trem são comprados em máquinas que existem dentro da estação. há também passes para estudantes e outros que podem ser comprados na empresa de trem (vale lembrar que a rede ferroviária no Japão é privatizada).

Eliene na máquina de bilhetes
O preço do bilhete varia conforme seu destino. Na máquina, então, você clica no botão da cidade que deseja ir, coloca as moedas e retira os bilhetes e o troco. Para bilhetes mais complicado com necessidade de baldeação ou conjugado com trecho de Shinkansen, existe um balcão para informações.
Depois de comprado o bilhete, deve-se inseri-lo na catraca que o devolve. Na estação de destino temos que colocar o bilhete novamente para liberar a catraca. Assim não há como comprarmos um bilhete para uma cidade próxima que é mais barato e irmos até uma cidade dsitante, pois na saída a catraca irá recusar o bilhete.
Se comprar um bilhete para uma determinada cidade e no meio do caminho mudar de destino, quando estiver saindo da estação, existe uma outra máquina que faz o “ajuste” de valor. Coloca-se o bilhete e a máquina calcula se você tem troco a receber ou se tem que pagar. Se tiver a receber, a máquina solta o troco e um novo bilhete. Se tiver que pagar, aparece o valor no display.
Então, com o novo bilhete, passa-se na catraca para sair da estação.
Dentro do trem, as diferenças em relação ao metrô de Sp são que os bancos são todos de tecido devido ao frio que faz aqui e que existem maleiros na parte de cima dos vagões pois muitos japoneses utilizam o trem para viajar.
Não existem acentos especiais para idosos, pois já faz parte da cultura aqui ceder lugar para os mais velhos. Além disso, se houvesse estes acentos especiais, eles seriam a maioria pois o que não falta aqui é idoso.
Amanhã vou falar sobre os ônibus e táxis. Mata ashita.
Hoje iria postar sobre nossos amigos aqui do Japão, mas quero fazer uma coisa bem legal com fotos do pessoal e tudo. E ontem quando fui pesquisar em nosso arquivo, verifiquei que falta gente. Portanto, estou aguardando o pessoal me enviar as fotos e assim que recebê-las providencio o post.
Vou aproveitar então para descrever melhor onde exatamente nós moramos.
A cidade chama-se Iwata e fica na província de Shizuoka. É uma cidade bem pequena, portanto se forem procurar devem usar como referência a cidade de Hamamatsu que está aqui do lado e é bem maior (conforme o mapa abaixo).
Estamos cerca de 4 horas de Toquio (de carro) e a 1 hora e meia de Nagoya (que é o aeroporto mais próximo). Geograficamente, estamos bem na metade do Japão em uma região litorânea e na província onde se encontra o Monte Fuji.
Shizuoka é a segunda província em número de brasileiros, só perdendo para Aichi onde se localiza Nagoya. Aqui em Iwata vivem pouco mais de 3000 brasileiros que se considerarmos a população total da cidade é proporcionalmente bastante.
Aqui não temos estação do Shinkansen. Para pegá-lo, temos que ir de trem normal até Hamamatsu ou até a cidade de Shizuoka e de lá fazer baldeação. Não existe linha de ônibus de viagem como no Brasil. Há apenas uma linha que vai até Nagoya. Não sei se nas cidades maiores existe.
Esta região é boa porque não estamos muito longe dos principais pontos turísticos do Japão: Monte Fuji, Tóquio, Disneyland, Universal, Osaka, Kiyoto, entre outros tantos e também somos muito bem servidos em relação a praia (exceto as praias de Okinawa, claro, que são as melhores do Japão). Por falar em praia, estou preparando o resumo do verão que acaba no final deste mês e então vou postar as fotos das praias que fomos.
Como amanhã é sábado, não sei se terei tempo de entrar na net, mas qualquer coisa, segunda feira estarei de volta. MATA LAISHU - Até semana que vem.
Com atraso de um dia, mas como prometido, hoje vou contar sobre a escola do Bruno.
Ele está estudando numa escola japonesa que fica próxima ao trabalho da Eliene. O nome é Minami Hokuen, ou seja, escola infantil Minami.
Ele entra às 08:00h e sai às 17:00h. Na verdade, é como se fosse o jardim da infância, mas não corresponde à pré escola do Brasil. Lá o Bruno brinca no parquinho e na piscina, desenha, assiste vídeo, brinca com massinha de modelar e muitas outras coisas. Dia 22 terá um passeio para o Parque das Frutas em Hama. Ele tem gostado bastante. Não reclama para ir à escola (se bem que ele nunca reclamou, nem no Brasil).
Em algumas escolas onde tem muitos brasileiros, a prefeitura mantém uma intérprete para ajudar na adaptação, mas nesta escola não há, porque, além do Bruno, tem mais dois brasileiros apenas. Inicialmente fiquei preocupado, mas o Bruno tem se virado bem. Quando pergunto a ele o que ele sabe falar em japonês ele fica acanhado e não diz nada. Então pergunto como ele entende o que os colegas e a professora falam. Ele apenas diz que entende. Mas outro dia, na festa junina que teve no trabalho da Eliene, vi ele conversando com o Tio Tata (chefe da Eliene) que é japonês e reparei que ele se vira falando algumas palavras que ele já sabe e percebi também que realmente ele deve entender um pouco pois o Tio Tata falava e ele fazia exatamente o que tinha sido pedido. No final das contas, achei até bom não ter intérprete pois assim força o Bruno a entender os japoneses. Lá na escola não se ensina o idioma mas o convívio vai desenvolvendo o vocabulário.
Ano que vem ele vai para a primeira série (aqui os alunos começam o primário com seis anos). Aí sim ele irá aprender o alfabeto, as letras (inclusive kanji). Acho que será bom para ele. Estamos na dúvida se colocaremos ele também numa escola brasileira para aprender as matérias do Brasil. Mas como isso é só para daqui dois anos ( pois a primeira série no Brasil é a partir dos sete anos), então temos ainda um tempo para decidir.
Amanhã vou falar um pouco das pessoas que conhecemos aqui, das amizades que fizemos e o que costumamos fazer nos períodos de folga que não são muitos e por isso temos que aproveitar ao máximo.
Mata Ashita.
Para vocês que não conhecem nossa história, vou resumir nossos acontecimentos desde que chegamos aqui.
Chegamos no Aeroporto de Nagoya no final do mês de outubro, mais precisamente dia 25, e fomos levados direto para o APATO - apartamento (na verdade, Kitnet) - onde moramos até hoje. Ele tem cerca de 25 metros quadrados e além do quarto, tem uma cozinha e um minúsculo banheiro.
Chegamos numa época boa pois ainda não estava muito frio e tivemos tempo para nos adaptar, pois o frio de São Paulo não chega nem aos pés do daqui.
Viemos para trabalhar em fábrica de auto peça. Eu trabalho até hoje na linha de montagem da Suzuki. A Eliene começou trabalhando em fábrica de chicote - fiação de automóvel -, mas hoje ela trabalha como professora numa escola brasileira (contarei com mais detalhes sobre nossos trabalhos mais pra frente).
O Bruno ficava na creche onde minha esposa trabalha hoje, mas desde o mês passado, ele começou a estudar numa escola japonesa e parece estar gostando.
A vida aqui não é ruim. Temos uma sensação de segurança muito grande, os serviços funcionam perfeitamente, as cidades são limpas e o povo é educado, sem falar que os salários daqui são muito “atraentes”.
Mas nem tudo são flores. As dificuldades com os costumes e o idioma são os principais problemas que os brasileiros enfrentam aqui, além é claro, da imensa saudade (e põe saudade nisso) que sentimos de nosso país, de nossos familiares e amigos, enfim, de tudo que deixamos no Brasil.
No entanto, os brasileiros nesta região não tem o que reclamar pois temos um comércio muito desenvolvido voltado para brasileiros (escolas, mercados, restaurantes, loja de informática, salão de beleza, buffet para festas, agência de viagens, etc). Com certeza esqueci de alguma coisa pois são muitos os serviços oferecidos.
Para não ficar muito extenso, farei o seguinte: a cada semana vou detalhando as curiosidades daqui pois se for falar de tudo não terá fim e além disso, tenho que relatar os acontecimentos de hoje.
Espero que todos gostem deste espaço e que nos visitem sempre pois tentarei incluir novidades sempre que possível. E não se acanhem em deixar suas dúvida e comentários que estarei respondendo a todos.
Um grande abraço.
