Longe de Casa

BrasilJuly 22, 2006 5:30 pm

Já falei um pouco sobre este assunto em post passado, mas gostaria de abordar mais alguns pontos.

Tenho lido alguns Fóruns sobre a crise da Varig em sites de notícias e o que percebo é que existem dois grupos: os que torcem pela recuperação da empresa e acham que o governo deve ajudar; e os que torcem para que ela vá a falência e dizem que empresa má administrada tem que quebrar mesmo.
Além disso, existe uma outra divisão bastante interessante: as pessoas que são meramente usuárias do serviço aéreo e que sempre utilizam suas experiências de viagem como motivo para a crise da empresa (tipo: “meu vôo sempre atrasa, então tem que falir mesmo”). E tem também os funcionários e ex-funcionários da Varig e de outras Cias. que ficam discutindo questões técnicas que não sei da onde eles tiraram (por exemplo: somente a TAM tem certificação para a manutenção do “Aerolula” - avião da presidência - e que por isso cobra um valor absurdo pelo serviço).
Outros ainda dizem que a Varig deve ser salva porque ela faz parte da história do Brasil e que o filho do fulano nunca irá esquecer a cena do Romário na janela do avião (Varig, é claro) com a bandeira do Brasil depois de conquistar o tetra nos EUA. Se formos pensar nisso, não poderíamos ter deixado falir o Mappin, a Gurgel, a TV Tupi, e tantas outras empresas.
Deixando toda essa baboseira de lado, o que se deve levar em conta de verdade é a questão financeira pura e simplesmente, deixando de lado a questão emocional, afetiva e histórica.
Algo que já disse no outro post foi o fato de todas as Cias. Aéreas “antigas” já não existirem mais e o motivo é que todas foram lesadas por planos econômicos malucos, além de medidas arbitrárias que tornaram o serviço aéreo um negócio assistencialista e não comercial. E em nenhum momento o governo sinaliza para assumir estas responsabilidades. Não se trata de ajuda, mas sim honrar com os compromissos.
Outra coisa que se tem falado equivocadamente é que a crise da Varig se deve pelo surgimento das empresas de baixo custo (Gol e BRA). Isto é mentira pois estas empresas não são concorrentes das empresas tradicionais, ou pelo menos não deveriam ser. Tanto que na Europa e EUA, uma mesma empresa tem seus vôos regulares e uma subsidiária Low Fare.
É importante, então, que tenhamos ciência de que o mercado aéreo hoje é rentável e que bastaria que os credores da Varig entrassem num acordo e dessem uma carência para o pagamento. Vale lembrar novamente que os credores em sua maioria são empresas estatais (BR Combustível e Infraero) e que se forem um pouquinho só inteligentes irão preferir receber atrasado à não receber (em caso de falência) pois por um acaso a Transbrasil e a Vasp já pagaram suas dívidas com estas empresas?
Lógico que junto com este acordo é necessário que se corte vigorosamente as gorduras que a Varig carrega de longa data e que é uma fatídica herança da Fu’ndação Rubem Berta que por sinal deve deixar o controle da empresa imediatamente.
Portanto, na atual situação, com a VarigLog assumindo a Varig e mantendo apenas a Ponte Aérea até o final do mês e se prontificando a cortar 70% dos funcionários, caso a ANAC não se intrometa, acho bastante grande a chance da Varig se recuperar. E aí sim, depois disso, podemos voltar a ficar lembrando dos saudosos tempos em que as viagens de avião eram sinônimo de requinte.
Como deu pra perceber, faço parte do grupo que torce pela Varig e acompanho diariamente o desenrolar dos fatos.
Quando tiver novidades, volto para comentar.
Até lá.

Dia a DiaJuly 17, 2006 7:55 pm

Olá a todos!
Por aqui, o verão chegou com toda a força. Os dias estão muuuiiiittttoo abafados com temperaturas de até 35 graus.
E infelizmente ainda não conseguimos ir à praia. Nos finais de semana passados choveu e neste que foi o primeiro sem chuva, a Eliene combinou na Ariel de ajudar a montar a piscina e novamente não pudemos ir.
De início concordei também pois a meteorologia previa chuva para domingo, mas tivemos um “rabo” de Taifu por aqui que limpou o tempo de uma hora pra outra. Mas tudo bem pois o chefe da Eliene combinou também de fazer um churrasco depois do trabalho e foi bem gostoso.

Até que não foi muito complicado. Estávamos em três e fizemos todo o trabalho em duas horas.
Depois foi só alegria.

O Marcelo, marido da Mariana levou violão e teve até cantoria depois do churrasco.

Até o Tio Tatá, chefe da Eliene deu uma palhinha.

E é claro que em churrasco brasileiro não podia faltar a cerveja (mesmo eu não bebendo).

O resultado do churrasco foi a promessa de combinarmos de acampar no yassumi de agosto em alguma praia ou rio. Já estamos pesquisando para vermos um lugar legal.
Acho que este yassumi promete. Não vemos a hora dele chegar.
Até mais.

Dia a Dia 7:54 pm

Semana passada o Bruno quebrou um dente de leite na escola. Ele disse que estava brincando na piscina e que um amiguinho acertou uma bola na boca dele. O dente entortou e ficou pendurado na boca.
Na mesma hora a escola ligou para a Eliene que foi buscá-lo e o levou para o dentista. Lá, o dentista apenas terminou de arrancar o dente, pois não havia mais nada a fazer.
Agora o Bruno está novamente banguela.

Ele tá muito engraçado. Além de estar falando meio soprado.
Mas logo o novo dente nascerá.
Bye bye.

Dia a Dia 7:32 am

Esta semana nós que trabalhamos na Suzuki, tivemos um mini Yassumi de quatro dias que começou na quinta e foi até domingo.
Infelizmente, a Eliene trabalhou normalmente e o Bruno teve aula. Mas foi bom pois pude descansar e dar uma arrumada na casa que estava precisando.
Além disso, a tarde, fui buscar o Bruno na escola e fomos ao parque brincar.

Também jogamos futebol.

E até cobra nós achamos no parque.

O Bruno aproveitou bastante sestes dias e já está ancioso para a chegada do yassumi de agosto. Nós também.
Não vemos a hora!!!
Até a próxima.

BrasilJuly 7, 2006 4:19 am

Como tenho prometido a tempos, vou deixá-los a par do que estamos planejando para nosso futuro.
Para os que não sabem, antes de virmos para cá, tinhámos uma agência de viagens em São Bernardo que nos últimos tempos estava indo bem mas que tinha uma dívida desde 2003 e que não estávamos conseguindo saldá-la.
Então resolvi que viria para cá, juntaria o dinheiro necessário para saldar a dívida, retornaria e continuaria tocando o negócio. Inicialmente, viria sozinho, mas conversando com nossos familiares achamos melhor que viesse a família toda e assim resolvemos. Nossa intenção era ficarmos por três anos aqui.
Entretanto as coisas não saíram como planejado nem aqui nem no Brasil. Na agência, o trabalho não foi mantido como anteriormente: o Serviço Leva e Trás (que era nosso “cartão de visitas”) começou a não ser feito corretamente, nossa única funcionária pediu demissão, a divulgação que fazíamos pela internet a um custo baixo e com retorno bastante razoável deixou de ser feito; e a consequnência de tudo isso foi que o faturamento caiu para um terço do que era. E aqui, os custos iniciais de quem chega do Brasil foram bem maiores do que pensávamos e o prazo para começarmos mandar dinheiro foi maior.
O resultado disso foi que além dos juros que continuavam correndo, a empresa entrou novamente no vermelho e após um ano de nossa chegada, a dívida já havia sido multiplicada por cinco.
Os problemas seguiram se agravando com a empresa agonizando até maio deste ano. E no mês que ela completava oito anos de existência, acabou fechando e encerrando assim um ciclo de nossa vida.
Diante desta situação é que tivemos que reavaliar todas as nossas perpectivas e resolver alterar nossos planos. Não adiantava mais retornar em três anos pois não teríamos mais a empresa que iria nos sustentar.
Então depois de muita conversa, contas e pesquisa, decidimos o seguinte:

Agência: considero encerrada esta página de minha vida. Não com mágoa mas com tristeza de um pai que viu seu filho morrer depois de tantos cuidados e dedicação. Mas aprendi muito com tudo isso e não me arrependo da experiência que tive. Acho que ganhei mais do que perdi.

Bruno: Como um filho se foi, tenho que pensar no que ficou e uma coisa está mais que resolvida. Todas as nossas decisões a partir de agora serão tomadas em função do futuro do Bruno pois ele foi o mais penalizado com toda a história e não posso sacrificá-lo novamente por cuilpa de nossos desmandos.

Tempo de permanência: É certo que retornaremos ao Brasil e este retorno já tem data (pelo menos por enquanto). Será em março de 2015, quando o Bruno concluirá o “ginásio” daqui. Ele tem demonstrado uma ótima adaptação à vida aqui e tem expressado seu desejo de continuar. Como sei que a qualidade de ensino é superior a do Brasil e que aqui temos valores cíveis melhores também não faço objeção a isto. Entretanto, já temos uma quaetão em mente pois sabemos que é grande a possibilidade dele não querer retornar em 2015. Neste caso, ficamos mais três anos para que ele conclua o “colegial”. Depois disso, ele terá três alternativas. A primeira será ele voltar conosco e fazer a faculdade no Brasil. A segunda será ele fazer a faculdade aqui mesmo no Japão e a terceira será ele fazer a faculdade em outro local (Estados Unidos, Europa ou Austrália) o que é muito comum entre os japoneses. Nos dois últimos casos, ele iria morar nas repúblicas que existem nas próprias faculdades o que permitiria que eu e a Eliene fossemos para o Brasil sem problemas. E ele nos visitaria nas férias.

Retorno ao Brasil: Quando retornarmos, provavelmente iremos morar em Atibaia pois ficaríamos perto de meus pais que a essa altura precisarão de ajuda. Além disso, é uma região bastante tranquila, com um clima muito bom e que fica próxima a São Paulo. Do jeito que as coisas andam no Brasil, é provável também que teremos que morar em condomínio fechado para termos mais segurança. Acho que montaremos algum “negócio” apenas para não ficarmos parados pois estaremos com 45 anos e se pararmos de vez ficaremos gaga.

Antes de 2015: Estão previstas duas ou três visitas ao Brasil antes do retorno, mas vai depender muito de nossos empregos pois como todos sabem, aqui não existe férias e precisamos contar com a boa vontade dos nossos chefes.

Nosso dia a dia: Em função deste prolongamento de permanência, muda também nosso dia a dia aqui pois não precisaremos e nem queremos ficar vivendo “apertados” como temos vivido nestes dois anos. Para isso, no final deste mês, estamos nos mudando para um apartamento maior (já que ainda não encontramos uma casa como queremos) com dois quartos, sala cozinha e varanda pois em agosto meus pais chegarão e precisamos de espaço para toda a família. Além disso, arrumamos um carro para podermos passear mais e conhecer os vários lugares lindos que o Japão possui. Com tudo isso, podemos oferecer uma vida mais confortável para nós e para o Bruno que está contando os dias para se mudar e para os avós dele chegarem. Ele está animadíssimo ultimamente. E isso é o que realmente importa.

Bom, acho que é isso. Fico um pouco extenso mas acho que relatei tudo que temos conversado nos últimos tempos. Conforme forem aparecendo novas idéias, vou contando a vocês.
Até a próxima.

Dia a Dia 3:51 am

Olá a todos.
Domingo passado foi a Festa Junina da Ariel. Este ano a festa aconteceu no Fureai Kaikan pois lá o espaço é maior e como teríamos a apresentação de grupos de dança e música, precisaríamos de espaço.
A maior preocupação antes da festa foi com a chuva porque, como já contei antes, nesta época chove muito aqui e as previsões eram de chuva no domingo a tarde.
Mesmo assim resolveram fazer a festa e graças a Deus correu tudo bem e São Pedro deu uma trégua.

Foi uma festa bastante eclética. Teve apresentação de Dança Japonesa, dupla sertaneja, escola de samba, grupo de dança, além das apresentações das crianças.


Bon-odori


Grupo Batucada de Hamamatsu também marcou presença


Olha o Bruno dançando com as outras crianças

É claro que tinha as barraquinhas de brincadeiras, além das tradicionais comidas de festa junina.
Acho que o pessoal gostou pois mesmo com a ameaça de chuva, todos ficaram até o final. E olha que este ano tinha muito mais gente que ano passado.
Foi um dia bem gostoso.