Olá a todos!
Eu não esqueci do blog nem deixei-o de lado.
É que esta semana está muito corrido aqui e tenho uma prova no curso de japonês amanhã.
Mas assim que passar este turbilhão, coloco tudo em dia.
Se bem que continua tudo na mesma. Mas esta semana pegamos também para pensarmos em alguns assuntos muito importantes e acho que chegamos a algumas conclusões. Assim que der, informo vocês.
Até mais.
Uma coisa que é muito chata aqui é a rotina, pois dificilmente acontece algo de novo, algo especial que valha a pena contar. É só trabalho / casa e casa / trabalho.
Não que aqui não tenha bons lugares para passear, mas é que existe um pequeno detalhe (din din) e sem isso fica difícil passear.
Hoje eu trabalhei a noite e quando estava voltando pra casa de bicicleta, por volta das 00:40h quase eu provoco um acidente. O caminho de volta é só descida (graças a Deus) e eu vinha bem rápido pelo canto da rua. Mas eu estava do lado contrário da rua, como sempre faço pois assim fica mais fácil e neste horário quase nunca tem bicicleta na rua. Pois hoje tinha, e não era só uma e sim duas. Como eu estava um pouco distraído e estava garoando, não os vi e quase bato. A moça deu um grito e só deu tempo de desviar e pedir desculpas (em japonês). Quando passo pelo casal, eis que são brasileiros. Só não sei se eles viram que eu também era ou acharam que eu era japonês. Mas eles também estavam errados pois estavam andando sem a lanterna da bike que é obrigatória.
E olha que este não é meu primeiro incidente com bicicleta. Eu já fui atropelado por um carro quando voltava do trabalho. Mas essa história eu conto outro dia.
Amanhã, domingo, não temos nada programado para fazer. Como está chovendo desde ontem, é muito provável que fiquemos em casa mesmo. Nossa amiga Amanda virá trazer o convite do aniversário do Vinicius, o filho dela. Aproveitamos e convidamos ela pra vir almoçar. Depois do almoço acho que assistiremos um filme (como sempre) e lá se foi o final de semana. QUE TÉDIO!!!
Mas sem reclamações. Dias melhores virão, se Deus quiser. Um ótimo domingo a todos.
Arrivederci (Pra variar um pouco, ahahahah).
Hoje é o último dia do verão aqui no Japão. E olha que aqui isso significa o fim do calor e a chegada do frio de rachar (vocês não imaginam o frio que faz aqui).
Estou procurando as fotos dos locais que fomos neste verão para fazer um breve resumo de tudo que fizemos. Quando falo verão quero dizer o período de calor que é de maio a setembro. No final de semana publico.
Hoje estou sem tempo (novidade) porque o Bruno irá a um passeio da escola ao Parque das Frutas em Hamamatsu e tenho que preparar o BENTO - lanche - dele. Vou fazer uns ONIGUIRIS - bolinhos de arroz -, fritar um bife e fazer um omelete. Já compramos suco e refrigerante para ele beber, além de umas tranqueirinhas pro lanche da tarde.
Ele estava todo ansioso esta semana. Acho que ele vai gostar.
Amanhã conto como foi o passeio.
Até.
Continuando o tema transporte, vou falar sobre os ônibus e táxis daqui de Iwata.
Os ônibus são todos iguais, de cor verde e cinza e tem um display na frente e outro atrás onde aparece o destino e o número da linha. Para pegá-lo basta aguardar nos pontos existentes nas ruas. Nestes pontos tem uma tabela que informa o nome da parada, as linhas que passam ali e os horários que cada linha passa (e pode acreditar que estes horários são cumpridos).
Quando o ônibus chega, ao subir você deve retirar uma ficha onde consta um número. Como no trem, a tarifa varia conforme a distância percorrida. Então, na frente do ônibus, em cima do motorista existe um display que mostra o número de todas as fichas que foram retiradas na entrada com os respectivos valores a serem pagos (estes valores vão mudando conforme o ônibus segue para a próxima parada. Quando chegar no ponto que deseja descer, basta apertar o botão (como no Brasil) e aguardar o ônibus parar. Depois que ele parar, você se levanta, vai até uma máquina que fica ao lado do motorista e coloca a ficha. A máquina irá informar o valor e no mesmo local da ficha coloca-se as moedas. Feito isso é só descer.
Detalhe: quando você entra no ônibus, o motorista só começa a andar depois que você senta e você só se levanta depois que o ônibus pára.
Já os táxis funcionam como no Brasil: pega-os em pontos que existem em locais de maior movimento ou os que estiverem passando na rua; tem uma taxa extra em horários noturnos e finais de semana.
A grande diferença é que, ao contrário do Brasil, os taxistas aqui são bastante formais, usam camisa, chapéu e luvas. E muito dificilmente conversam informalmente com o passageiro.
O táxi aqui no Japão é muito caro. para se ter uma idéia, um trajeto de 10 Km custa cerca de US$ 35.00
Hoje vou encerrando por aqui pois acabei de chegar do trabalho (ainda é madrugada aqui) e vou descansar um pouquinho. Além disso, tenho um caminhão de exercícios de japonês para fazer. Enquanto vou fazendo a lição, vou pensando no que vou postar amanhã. Se tiverem idéias, é só falar.
Até.
Desculpem o atraso, mas ontem o site não estava abrindo e não consegui postar, portanto continuarei amanhã a falar dos transportes daqui.
Hoje vou contar sobre nosso final de semana que foi melhor que o anterior.
No sábado teve o NATSU MATSURI - Festival de Verão na Suzuki (dentro da fábrica) e todos os funcionários foram convidados. Fomos mais por causa do Bruno pois iria ter um show com super heróis que ele queria assistir.
Este foi o primeiro evento japonês que fui (depois de quase um ano aqui). A Eliene já foi no HANABI - Show de Fogos de Artifícios daqui e de Fukuroi (eu não fui porque estava trabalhando nos dois dias). Justo eu que adoro fogos de artifícios. Mas tudo bem, ano que vem eu vou nem que tenha que dar balão no serviço (meu chefe que não ouça isso).
O Natsu Matsuri vem de uma tradição muito antiga em que, eram realizadas festas em agradecimento ao plantio de arroz e outros produtos agrícolas. Diversos bairros promovem este festival em datas alternadas. O objeto principal da festa é o MIKOSHI - um templo sagrado que é carregado pelas pessoas.
Chegamos lá por volta das 17:30h pois o show iria começar às 17:45h. Era show do MAJIRENJA - se diz madjirendja - e faz muito sucesso por aqui. É uma espécie de Power Ranger ou Changeman ou coisas deste gênero e o Bruno adora e sabe o nome de todos.
Tenho que admitir que o povo daqui é bem diferente do Brasil, principalmente quando se trata de respeitar o espaço alheio em locais muito cheios.
Depois do show comemos um yakissoba, batata frita e um salsichão assado que eles não chamam de salsicha mas que é uma das coisas mais parecidas com as do Brasil.
No domingo fomos dar uma volta de bicicleta com o Bruno pois agora ele já sabe andar sem rodinha e ele estava pedindo faz tempo para levá-lo pra passear. Fomos até um parque próximo de casa e depois fomos até o mercado comprar algumas coisas que estavam faltando.
Depois voltamos pra casa, almoçamos e ficamos assistindo TV o resto do dia.
Esta semana é terrível pra mim pois estou trabalhando a noite e trabalharei no sábado (fazer o que né?). Mas mesmo assim prometo estar postando todos os dias, ok.
Ótima semana a todos.
Mata Ashita
** Estou sentindo falta de comentários. Podem mandar para mim ou para Eliene pois ela também lê e responde. Como disse nos primeiros posts, ela só não posta todos os dias por preguiça mesmo.
Olá a todos!
Hoje vou começar a contar um pouco sobre os meios de transporte que existem aqui em Iwata e são apenas três: o trem, o ônibus e o táxi, sem contar, é claro, com o carro que é o transporte mais utilizado em todo japão e da bicicleta.
Hoje vou falar do trem.
O trem é o transporte coletivo muito difundido aqui e devido a faciliade, é muito utilizado pelas pessoas para se deslocarem de uma cidade a outra. Na estação existe um painel informando quais são as próximas partidas, destino, plataforma e horário (nem preciso dizer que atraso é coisa que quase não existe por aqui); e fixado na parede, tem um letreiro com todos os horários de trens para os principais destinos.

Estação de trem de Iwata
Quando o trem está se aproximando da estação, no display da plataforma aparece a informação. Ele pára, as portas se abrem, as pessoas entram e então, o maquinista apita e fecham-se as portas (este fechamento é comandado pelo maquinista, portanto não existe o risco da porta se fechar com alguém entrando ou saindo como acontece no metro de SP).
Uma coisa interessante é que existem muitas casas às margens da linha do trem (se bem que na Europa isto também acontece). É como se o trem passasse no seu quintal; e olha que os trens de carga fazem bastante barulho e passam durante o dia todo, inclusive de madrugada.
Os bilhetes para o trem são comprados em máquinas que existem dentro da estação. há também passes para estudantes e outros que podem ser comprados na empresa de trem (vale lembrar que a rede ferroviária no Japão é privatizada).

Eliene na máquina de bilhetes
O preço do bilhete varia conforme seu destino. Na máquina, então, você clica no botão da cidade que deseja ir, coloca as moedas e retira os bilhetes e o troco. Para bilhetes mais complicado com necessidade de baldeação ou conjugado com trecho de Shinkansen, existe um balcão para informações.
Depois de comprado o bilhete, deve-se inseri-lo na catraca que o devolve. Na estação de destino temos que colocar o bilhete novamente para liberar a catraca. Assim não há como comprarmos um bilhete para uma cidade próxima que é mais barato e irmos até uma cidade dsitante, pois na saída a catraca irá recusar o bilhete.
Se comprar um bilhete para uma determinada cidade e no meio do caminho mudar de destino, quando estiver saindo da estação, existe uma outra máquina que faz o “ajuste” de valor. Coloca-se o bilhete e a máquina calcula se você tem troco a receber ou se tem que pagar. Se tiver a receber, a máquina solta o troco e um novo bilhete. Se tiver que pagar, aparece o valor no display.
Então, com o novo bilhete, passa-se na catraca para sair da estação.
Dentro do trem, as diferenças em relação ao metrô de Sp são que os bancos são todos de tecido devido ao frio que faz aqui e que existem maleiros na parte de cima dos vagões pois muitos japoneses utilizam o trem para viajar.
Não existem acentos especiais para idosos, pois já faz parte da cultura aqui ceder lugar para os mais velhos. Além disso, se houvesse estes acentos especiais, eles seriam a maioria pois o que não falta aqui é idoso.
Amanhã vou falar sobre os ônibus e táxis. Mata ashita.
Hoje não estou muito inspirado para escrever. E estou um pouco sem tempo também, pois tenho que fazer as lições de japonês que são para sexta feira e não estou nem na metade.
Mas para não passar em branco, vou deixar mais uma foto do Bruno na Praia de Arai numa das primeiras vezes que fomos lá. A maioria das praias aqui são muito frequentada por surfistas, pois as ondas em geral são bem altas e o Bruno já me disse que quer aprender a surfar. Já imaginou voltarmos para o Brasil com um surfista na bagagem? Vou ter que morar no litoral.
Quanto às aulas de surf, já me informei e tem um brasileiro que dá curso em Aichi. Quem sabe ano que vem não levo ele até lá. Pode até ser que eu me empolgue e faça o curso também… quem sabe?
Mata ashita.
Ou este mundo está de ponta cabeça ou eu é que estou no lugar errado. Não iria, nem gostaria de ficar comentando os problemas que existem em nosso país que tanto amo, mas esta foi a gota d’água.
Acabei de ler na net e ver a reportagem nos telejornais do Brasil sobre o caso da família de japoneses da zona leste de São Paulo e fiquei estarrecido. Onde vamos parar?
O que mais me chocou foi o fato de além do roubo (que infelizmente já é comum em nosso país) os ladrões torturaram as vítimas por 12 horas e depois ainda mataram toda a família.
Espero que a polícia e os orgãos responsáveis localizem o mais breve possível os criminosos e que os mesmos paguem pelos atos que cometeram.
E já que estamos falando das coisas podres de nosso país, não poderia deixar passar a prisão do nefasto Paulo Maluf e de seu filho. Todos que me conhecem sabem que eu sempre acreditei na desonestidade do ex prefeito e sempre defendi a expulsão dele de cargos públicos pois os indícios eram mais do que claros de que todas as suas obras faraônicas (que tanto ele gosta de exaltar) foram superfaturadas.
Não sou filiado a nenhum partido político, mas tenho completo desprezo por Paulo Maluf e torço para que ele morra mofando em uma cela de presídio.
E vale lembrar que nosso amigo Severino Cavalcante, o excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara dos Deputados é do mesmo partido do Maluf, bem como Delfim Neto, Sergio Naia (lembra?), Eurico Miranda… Será coincidência? Ou na verdade PP significa Partido dos Picaretas?
ACORDA BRASIL!!!!!
Já tinha relatado todo meu sábado e este maldit… maravilhoso site deu um pirepaque e apagou tudo. Então vou resumir. Passei o sábado todo arrumando a casa e fazendo as compras da semana. Gostou? Eu também não. Nem do post nem do sábado. Por isso vamos logo para o domingo.
Acordamos cedo e como já tinhamos marcado com o Paulo e a Patricia, nos encontramos na casa deles às 09:00h para irmos a praia. O tempo já não está lá estas coisas, mas resolvemos ir para nos despedirmos da praia, pois agora só ano que vem.
Como sempre, passamos num KOMBINI - Loja de Conveniência - para comprarmos os BENTÔS - Lanches - e seguimos para a praia que fica na cidade de Arai (cerca de 30 minutos de casa). Vou falar dela com maiores detalhes no final do mês no “Especial Fim de Verão”. Aguardem.
Ficamos na praia até às 16:00h conversando, comendo, nadando e dormindo. As crianças é que aproveitam bastante. Não param um segundo.
Na foto abaixo o Bruno está embaixo da onda de óculos de nadar e tudo. Agora ele perdeu o medo das ondas e tenho que ficar sempre por perto pra qualquer imprevisto, né.
O que mais vou sentir falta do verão será da praia pois fomos a praia todos os finais de semana que não choveu neste verão.

OLHA A FIGURA!!!!
Na volta, passamos num mercado brasileiro, compramos uns pães franceses (que aqui são os olhos da cara - R$ 1,20 cada), tomamos um lanche em casa e assistimos um filme.
Já tivemos finais de semana mais emocionantes do que este mas não podemos reclamar. Deu pra descansar e distrair um pouco a cabeça para começarmos animados a semana de trabalho. Esta semana estou trabalhando de dia e não trabalho sábado que vem. Então estou todo animado pois a semana passa rápido quando é assim. Em compensação mês que vem trabalho todos os sábados. Mas não vou pensar nisso agora.
Estou esperando a foto da ilustre senhorita Amanda e seu ilustre filhinho Vinicius que ainda não me mandou e por isso não postei nossos amigos daqui pois de todos os demais já consegui. Assim que recebê-la faço o post.
Mata Ashita.
Hoje iria postar sobre nossos amigos aqui do Japão, mas quero fazer uma coisa bem legal com fotos do pessoal e tudo. E ontem quando fui pesquisar em nosso arquivo, verifiquei que falta gente. Portanto, estou aguardando o pessoal me enviar as fotos e assim que recebê-las providencio o post.
Vou aproveitar então para descrever melhor onde exatamente nós moramos.
A cidade chama-se Iwata e fica na província de Shizuoka. É uma cidade bem pequena, portanto se forem procurar devem usar como referência a cidade de Hamamatsu que está aqui do lado e é bem maior (conforme o mapa abaixo).
Estamos cerca de 4 horas de Toquio (de carro) e a 1 hora e meia de Nagoya (que é o aeroporto mais próximo). Geograficamente, estamos bem na metade do Japão em uma região litorânea e na província onde se encontra o Monte Fuji.
Shizuoka é a segunda província em número de brasileiros, só perdendo para Aichi onde se localiza Nagoya. Aqui em Iwata vivem pouco mais de 3000 brasileiros que se considerarmos a população total da cidade é proporcionalmente bastante.
Aqui não temos estação do Shinkansen. Para pegá-lo, temos que ir de trem normal até Hamamatsu ou até a cidade de Shizuoka e de lá fazer baldeação. Não existe linha de ônibus de viagem como no Brasil. Há apenas uma linha que vai até Nagoya. Não sei se nas cidades maiores existe.
Esta região é boa porque não estamos muito longe dos principais pontos turísticos do Japão: Monte Fuji, Tóquio, Disneyland, Universal, Osaka, Kiyoto, entre outros tantos e também somos muito bem servidos em relação a praia (exceto as praias de Okinawa, claro, que são as melhores do Japão). Por falar em praia, estou preparando o resumo do verão que acaba no final deste mês e então vou postar as fotos das praias que fomos.
Como amanhã é sábado, não sei se terei tempo de entrar na net, mas qualquer coisa, segunda feira estarei de volta. MATA LAISHU - Até semana que vem.
